Eu, Ernesto Vadio,
andei forasteiramente durante 15 dias por Bali, uma ilha da Indonésia entre milhares,
mas esta é única e inconfundível.

Uma terra encantada de estetas, em paz com eles próprios e com a natureza

Foi assim, apelidada por ilustres ocidentais, na década de 1930 quando visitaram a ilha.
A partir daí, não tiveram mais descanso…turismo sempre a crescer.
A Religião, o Sentido Comunitário e a Arte são as três características que melhor definem
este povo maravilhoso que transborda simpatia.
Com mais de 4 milhões de habitantes, de maioria Hindu (mais de 80%), contrariamente ao resto da
indonésia, de maioria Muçulmana.

Adoram vários deuses, uns superiores, outros inferiores, a quem as mulheres
fazem oferendas três vezes ao dia, incansavelmente.
Alimentam os deuses como se de membros da família se tratassem.
Aqui o Ernesto, conta-vos uma curiosidade,
sempre que nasce uma criança, a placenta é entregue ao pai que a vai lavar ao rio e a
enterra à frente da sua casa.

Do lado direito da porta se for rapaz, do lado esquerdo se for rapariga.
Coloca uma pedra em cima, a marcar o local, onde todos os dias a mãe da criança coloca uma oferenda, durante toda a vida desse ser.
Este povo têm 4 momentos marcantes na vida;
Comemoração do nascimento quando faz um ano, (um ano Balinês 225 dias),
Cerimónia do serrar dos dentes na puberdade,
– Casamento
– Cremação
Na cerimónia do serrar dos dentes, limam 6 dos dentes superiores frontais, incisivos e caninos, correspondendo a cada dente um pecado mortal.
Simbolicamente, acreditam que o ser humano encerra em si os seus maiores inimigos,
a inveja; preguiça; gula; ira; avareza e a luxuria.
As coisas que eles descobrem…
Visitei vários templos, fiz muitas caminhadas mas sempre bem confortavel na minha mochila.
Quer dizer… quando me deixavam sair, corri alguns riscos!
Mas isso, é porque sou um peluche muito dado!
De todas as caminhadas que fiz, gostei muito de ir até Java (ilha da capital, Jacarta)
ao monte Penanjakan, com vista

para o Monte Bromo.
Quando se atravessa o  “Mar de areia”, encontramos uma zona interdita a veículos perto do vulcão, o caminho que falta, é feito a cavalo, para
visitar o menino vulcão meio adormecido, mas fumegante e com um roncar que só “ouvisto”.
O caminho que se faz de cavalinho, tem que ser renumerado.
E livrem-se de dar uma moedinha ou outra! Se for uma bagatela, eles devolvem.
Dizem que tem um nascer do sol prodigioso, mas…
depois de acampar durante umas horas, ao frio e à chuva. às 5:30h o
nevoeiro não quis abandonar o local, e lá se foi o espectáculo!
Apanhei boleia num jipe para voltar para a aldeia, mas aqui o meio de transporte
é a lambreta.
Andam aos milhares, e que valente aventura que é, andar à pendura.
As matriculas também tem as suas características,
a matricula vermelha,  pertence ao estado, matricula preta viaturas particulares
e amarela é para veículos de aluguer.
Por aqui, cada aldeia é especializada numa arte.
Vidro; pintura; escultura em madeira ou pedra; tecidos regionais, etc.

Vivem da agricultura, do turismo, do comercio e das artes.
Encontram-se artistas por todo o lado!
O que gostei mais de ver, foi as esculturas de madeira, feitas a partir de raízes de árvores.
1€, vale neste momento, 15.000 Rupias.
Qualquer coisa que se compre fora das lojas mais modernas, onde os preços estão marcados, tem que ser bem regateado.
Se começam a pedir 200.000 Rupias por uma camisa, bem conversadinho
compra-se por 50.000.
Quem não está interessado, não olha e sobretudo não oferece um valor.
Visitei os “conhecidos” campos de arroz.
A dimensão e a sua disposição em terraços é realmente incrível.
Trata-se de uma ciência milenar, património mundial, que tem passado de
geração em geração
.
E como qualquer comum mortal, gostamos sempre de nos sentir em casa, ou porque sentimos saudades da comida,
ou seja lá o que for
que só Portugal, nos pode dar.
Em bali, podemos matar saudades de um divinal pastel de nata!
Eat Portugal!
Não come só o pastel, come também o país.
Mas não é tudo, podemos também matar saudades da praia e beber uma água de coco!
E por falar em pequenos pecados divinais, existe uma história hilariante à volta do Café Luwak descoberto na Indonésia pelos camponeses, durante a ocupação Holandesa.
Os senhores que exploravam o café, não deixavam que os camponeses ficassem com alguns grãos 
para consumo próprio.
O Luwak, é um animal parecido à toupeira, que vive na zona.
Alimenta-se das bagas mais maduras e saborosas do café, e o que o seu aparelho digestivo não conseguir digerir, (o grão) é expelido pelas fezes.
Para os camponeses nessa altura, eram os únicos grãos a que tinham direito.
Torraram, fizeram o café e descobriram que pelo facto desses grãos passarem pelo aparelho digestivo do bicho, dava ao café um sabor extraordinário.  Hoje custa uma fortuna.
20.000 Rupias a chávena, cá 1000 euros o Kilo!
As aldeias são comunidades de 100 a 200 casas.
Em cada comunidade existem dois lideres, um religioso outro para os assuntos terrenos do
dia a dia.
Vivem em 
 lotes generosos, todos eles constituídos por zona habitacional e zona do templo.
As casas pertencem à comunidade, e são atribuídas às famílias em função do numero de membros do agregado.
Dentro de cada comunidade existe um Templo comum, maior que os existentes em todas as casas, com um sino em madeira que o líder faz soar, de cada vez que é necessário reunir o pessoal.
Cada assunto tem um toque distinto, quem faltar paga multa.
Os membros da comunidade que se portem mal, são ouvidos e julgados dentro da comunidade, podendo ser expulsos em função da gravidade da situação.
Um membro expulso de uma comunidade dificilmente será aceite por outra comunidade.
O respeito e o medo da comunidade sobrepõem-se ao dos tribunais, que raramente intervêm.


Sugestões

– Voos da Air Emirates com escala no Dubai. São de qualidade!

Os museus valem a pena

Excelente local para compras

Existem ilhas perto de Bali onde vale a pena ir, para além de Java.
Nusa Penida e Gili por exemplo

– Timor fica a pouco mais de 1h e 150€ de avião!


Para onde anda, Ernesto Vadio ?

 

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