O país onde eu vivo, é um país cheio de história e emoções, também tem alguma  desorganização…cuf cuf
Um país que começou logo de muito cedo, a demonstrar que a educação é muito importante, isto não fosse o D. Afonso Henriques arrear na mãe e nos primos para ficar com o território.

Logo de seguida, Pedrocas, mais conhecido por D.Pedro I, obrigado a casar com D. Constança, veio quebrar barreiras e apaixonou-se pela Nês … Inês de Castro, meio espanholita, também. O sogro que não gostava nada da rapariga, que já lhe tinha dado três netos ilegítimos, fez, o que se fazia na altura, mandou-a matar. Coisa que ainda hoje, acontece muito neste país.
Basta acabar um relacionamento, ou recusar uma ida a bola, para se descobrir que o amor vai além-fronteiras.
D.Pedro I, não gostou nada da brincadeira e resolveu andar à paulada, com tudo e com todos. Depois da morte do pai, já Rei, fez o gosto à espada. Mandou matar os assassinos da sua amada, arrancando-lhes o coração. Não satisfeito, desenterrou a Nês, passados dois anos, da sua morte, sentou-a no trono, coroou-a Rainha, e obrigou o pessoal a beijar-lhe a mão, (ou o que dela restava). Isto de vez em quando repete-se, nem sempre o legitimo, fica no trono. Vejam estas últimas eleições legislativas, (2015) António Costa mesmo não ganhando, ficou como primeiro-ministro.

Depois de um grande forrobodó, D. João I, Mestre de Avis e o Nuno Álvares Pereira, com a ajuda de uma padeira de Aljubarrota, conseguiram correr com os espanhóis. Faz-me lembrar aquele senhor, de um restaurante de kebab em Lisboa, que com uma espécie de catana, os despachou a todos. Depois, Vasco da Gama concluiu o caminho para a índia já iniciado por Bartolomeu dias.

Fez-se a seguir, a maior descoberta de todas, por Fernão de Magalhães, a terra é redonda. Hoje em dia vamos descobrindo que por cá habitam algumas mentes, meio quadradas, mas isso  é tudo uma questão de perspectiva!
D. João III sobe ao trono, mas o desgraçado não teve sorte nenhuma, apanhou com uma série de maus anos agrícolas, fome e epidemias, mas o pior de tudo é quando morre o seu sucessor, e sobe ao trono uma criança, o D. Sebastião, aquele que segundo dizem, vai regressar numa noite de nevoeiro.

Depois de muita porrada, ganha aqui e perde ali, veio o Zé, o D. José, que como não se estava para chatear com a governação do País, nomeou Marques de Pombal, o que teve uma importância muito grande, nas vitórias dos títulos, do Benfica.

Napoleão invade o nosso país e a Rainha Dona Maria I, que estava toda turbinada, mais o resto da famelga, fogem para o Brasil para dançar um forró.

Depois veio o séc. XIX. Esse sim, foi o século da modernização e do romantismo.
Com Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz. A tortura de qualquer aluno do secundário, juntamente com Fernando Pessoa e os seus 5 génios literários, que aparecem mais tarde e em grande forma.

Drante esta modernização toda, em 1908, assassinaram o Rei Dom Carlos I, a tiro, o que deve ter magoado bastante o senhor. Havia pessoas contra os reis. Agora também temos muita gente contra os governantes, mas ninguém quer magoar ninguém.
Depois, vem o dito Salazar, que fazia a delícia dos portugueses, dando-lhes férias, futebol e feriados. Mas também quem dá, tira. E se ele tirou… Tirou a liberdade, a dignidade, os direitosnada que uma cadeira não pudesse resolver!
 Na altura não existia o IKEA. Foi a sorte dos portugueses.

Seguiu-se o 25 de Abril em 1974, com os Capitães de Abril, um grupo de militares que ficou conhecido dessa forma. Deitaram abaixo um regime totalitário, com a ajuda do povo. Mas em vez de darem muitos tiros, uns aos outros, como seria normal, fartaram-se de trocar cravos vermelhos.
Agora, já não celebramos descobertas, já não andamos em guerras, apenas vemos futebol, ouvimos o triste fado e vemos este Portugal conquistador, ser engolido por uma crise, que ninguém consegue travar.
É assim o Portugal onde vivo, com sítios lindíssimos para visitar, deliciosa comida e gente simpática, de brandos costumes, sem igual.

Eu mostro-vos!

2 thoughts on “A História de um povo”

  1. Fico a espera que tu também escrevas um pouco da nossa História, que contribuas com este teu blog para o crescimento da riqueza da História de Portugal e das suas tradições e artes.

    Beijo e muito sucesso Di.

    Beijo

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